RSS (Really Simple Syndication)

Minha amiga Natália costuma me dizer: Você não abandona nunca esse jeito de professora. Não é uma crítica, alias isso é coisa que nós duas já abandonamos, é que já aprendemos a não nos observarmos com defeitos ou qualidades mas sim características da personalidade.

Essas características nos fazem deste ou daquele jeito e determinam nossas relações com o outro e com a gente mesmo. Mas isso é papo para outro dia, hoje o que eu quero ensinar/compartilhar é sobre RSS.

O que é esse negócio?

RSS ou Feed é um arquivo gerado automaticamente por alguns blogs, com uma versão resumida de algo que foi publicado recentemente.

Para ler os conteúdos dos RSS é necessário ter um programa Leitor de RSS. Estes leitores podem estar em um navegador (como o Internet Explorer ou FireFox,) ou em outros programas especiais que você instala no computador.

Da mesma forma que o programa de e-mail verifica se você tem novas mensagens, o leitor de RSS consulta os arquivos RSS procurando a última versão disponível e assim você fica sabendo se tem novidades nos blogs que costuma acessar sem precisar abrir a pagina da web.

Basta clicar no Menu Favoritos, verificar nos RSS assinados. Ele vai mostrar um pequeno resumo da matéria publicada e, se você desejar, pode clicar e a página abre no conteúdo desejado.

Para que um RSS funcione é necessário inscrever o blog do qual deseja receber informações, mais ou menos da mesma forma que você guarda um site nos Favoritos.

Vou fazer um passo a passo usando como exemplo o meu blog e o navegador FireFox para você começar a usar este recurso. Assim sempre que eu postar uma novidade ficará mais fácil para você saber.

Clique no ícone do RSS que está na parte superior direita do meu blog.

Quando a janela abaixo aparecer na sua tela, clique sobre o botão “inscrever agora”. Observe que o padrão é inscrever um RSS na barra de Favoritos do FireFox. Pode deixar dessa forma ou escolher outras opções caso você tenha algum outro leitor de RSS instalado no seu computador.

A próxima janela que se abre permitirá a você escolher o nome e onde você vai querer guardar este RSS. Você pode simplesmente aceitar a sugestão do navegador e clicar em “Inscrever”.

Pronto! Agora (como na figura abaixo) você pode observar no menu “Favoritos” um botão de RSS e ver o que ele te oferece.

Fácil!

Caso você não queira mais este RSS basta clicar sobre nome que deseja retirar e, usando o botão direito do mouse, selecionar a opção “excluir”.

Então, é isso por hoje. Boa leitura e com muito mais facilidade.


Personas – José, El Patagon

Foto de Rodrigo Arnoud

Foto de Rodrigo Arnoud

Meu contato com José foi de mais ou menos 1 hora. Um passeio de barco que fizemos em Puerto Tranquilo para visitar as Capillas de Marmor.

Quando chegamos no barco (uma lancha dessas voadeiras) ele já nos sorriu faltando um dente logo na frente e com um rosto queimado e marcado pelo sol e pelo vento frio. Deve ter pouco mais de trinta anos.

Distribuiu os coletes salva-vidas, em linguagem clara e pausada passou algumas instruções e fomos para o nosso objetivo.

Com a mesma simplicidade falou sobre as cavernas e suas particularidades, quando Rodrigo falou de como se formava o mármore ele também mostrou conhecer do assunto e foram alguns momentos bem interessantes.

Mas o que me chamou atenção foi ele desligar o motor da lancha e falar da Patagônia, do lugar onde ele vive e como ele é feliz por nascer, viver e trabalhar nessa terra.

É improvável que José lembre de mim assim como é pouco provável que venha a saber o que escrevi sobre ele nessa página, mas sua atitude ficará  marcada em minha memória. Digo isso porque  acho  lindo perceber uma pessoa sendo feliz com muito pouco e vivendo seus momentos com intensidade e amor ao que faz.

Isso é a felicidade manifestada na prática por José, um patagon tranqüilo, em Puerto Tranquilo.

Sinelma


O vento soprou, e soprou forte!

Estrada de Porvenir-CL / Foto de Rodrigo Arnoud

Estrada de Porvenir-CL / Foto de Rodrigo Arnoud

De Porvenir no Chile até Rio Grande na Argentina

Este era um dos trechos que eu esperava nessa viagem, afinal era aqui que iria conhecer o vento.

1º dia:
Na noite anterior a nossa partida de Porvenir o vento era assustador. Dormi pensando no pedal do dia seguinte, afinal essa era a minha grande curiosidade da viagem, como será pedalar com este vento?
Saímos por volta de 10 da manhã, eu e Rodrigo estávamos com muita vontade de voltar a pedalar em rípio novamente, pois para nós este é um dos grandes encantos da carretera. Nesse terreno a gente mostra nossa habilidade em pedalar e conduzir a bicicleta.
O começo do pedal foi um pouco duro pois estávamos alguns dias sem pedalar, e o vento batia ora na lateral, ora de frente. Depois de alguns quilômetros começamos a  receber o vento nas costas, como diriam os chilenos : “el  viento de cola”. Um presente! Uma maravilha.
Pedalamos por 43km e furou o pneu traseiro da  Rosinha. Aquele trabalho todo: tira os alforjes, troca o pneu naquela ventania, acabamos perdendo quase uma hora nessa brincadeira.
Dois quilômetros adiante encontramos alguns abrigos de pescadores na beira da praia, era perto de 3 da tarde.  Apesar do tempo bom e do vento a favor decidimos parar e montar acampamento. Sabíamos que este trecho é desabitado e este foi um dos poucos locais onde havia algum abrigo do vento. Além disso, quando se vai montar acampamento e cozinhar antes de dormir, é muito melhor parar um pouco mais cedo.

Caminho para San Sebastian / Foto de Rodrigo Arnoud

Caminho para San Sebastian / Foto de Rodrigo Arnoud

2º dia
No dia seguinte, saímos outra vez na nossa hora de costume, 10 horas. Com vento a favor era melhor não sair cedo demais.
A oração do ciclista só não foi atendida plenamente porque estava muito frio, cerca de 5º, mas era “sol na cara e vento nas costas”. Nossa única preocupação  era que tínhamos pouca água mas,  adiante havia um caminhão parado, e logo fomos socorridos. Agora, com as garrafinhas completas pedalamos com o coração aberto e cheio de alegria.
O dia rendeu muito bem, sem muito esforço pedalamos 72km de rípio em 3:40m. Rodrigo avistou um abrigo do lado esquerdo da carreteira que parecia com um que tinha sido descrito em um relato no blog Confins austrais . Paramos e era esse mesmo, estava lá!! Muitos outros ciclistas já haviam  estado ali e deixaram desenhos e mensagens nas paredes.
O lugar deve ter sido construído para servir de abrigo mesmo. Ainda existe um beliche (agora sem colchão) uma mesa com dois bancos feitos de ferro e  presos no chão de cimento. Tem uma espécie de latão que deve ter  servido de estufa e que agora não funciona mais. Nem pense em colocar fogo, vai sofrer tirando a fumaça… eu fiz isso, foi difícil me livrar dela.  A porta, não tem mais, como disse o outro ciclista, deve ter sido queimada em um dia muito frio.
Improvisamos uma vassoura com umas plantas que haviam por perto, limpamos um pouco o local da poeira e pronto. Já podíamos dormir. Foi muito fácil preparar a comida sem vento. Depois do jantar Rodrigo ainda pode tirar ótimas fotos.
Colocamos o saco de dormir no chão em cima da lona da barraca e dormimos até o sol nascer no dia seguinte e entrar pela porta “literalmente” aberta.

Recados no abrigo a caminho da fronteira Chile / Foto Rodrigo Arnoud

Recados no abrigo a caminho da fronteira Chile / Foto Rodrigo Arnoud

3 dia:
No terceiro dia acordamos com muito frio, mas a paisagem ela linda. Arrumamos nossas bicicletas e fomos para mais um dia com vento a favor e sol na cara. Depois de 22km chegamos a fronteira do Chile, mas antes fomos comer algo quente em um restaurante na divisa. Além dos tradicionais pratos com carne eles ofereciam sopa e sanduíches. Pedi uma sopa de tomate e Rodrigo um sanduíche, imagina… o “chefe” abriu uma lata de purê de tomate e aqueceu!. É, porque eu não pensei nisso antes! Mas até não estava assim tão ruim. Fizemos os tramites de saída e fomos para entrar na Argentina, o que aconteceu depois de 14 kms. Na aduana também correu tudo normal, cerca de 15 minutos depois já estávamos com nossos “passes” prontos. Tudo muito simples e um atendimento muito bom, brasileiros são muito bem recebidos.  Na saída avistamos uma pousada, estávamos a dois dias sem banho e fomos direto para lá. Custava $155,00 pesos argentinos, cerca de R$ 80,00, um pouco caro para nós mas, tudo bem. Fomos olhar o quarto, gostamos e já estávamos prontos para ficar, perguntamos se poderia ser pago no cartão e a dona disse que só aceitava pesos argentinos. Tínhamos 1/3 deste valor em pesos e o restante em pesos chilenos, que não conseguimos trocar em lugar algum. Nós nos descuidamos desse detalhe porque na outra aduana, quando entramos no Chile, havia cambio dos dois lados.
Pois bem, não tendo dinheiro para nos hospedarmos, fomos até a policia local e o policial nos ofereceu um local para colocar a barraca. Disse que no prédio da aduana tinha uma sala de estar e banheiros que poderíamos usar. A sala de estar funciona como cozinha para o pessoal que trabalha ai na aduana. Assim fizemos nossa comida ai mesmo pela manhã e um dos guardas da aduana nos disse que poderíamos inclusive dormir ali. Mas escolhemos dormir na nossa barraca por privacidade e conforto.

4º dia:
Desmontamos acampamento e fomos para a sala de estar da aduana argentina preparar nosso café da manhã. Não tínhamos muita comida para esta manhã e Rodrigo sugeriu preparar uma sopa e acrescentar macarrão, assim teríamos bastante carboidratos.
Foi um mais um dia de muito vento nas costas, só que desta vez, com chuva e muito frio.
Quando saímos ainda não chovia, pedalamos forte e com vontade por 20km e ai quis parar para alongar e comer umas barrinhas de cereal. Gente o vento era demais!! Simplesmente impossível ficar parado. Resolvemos comer o mais rápido possível e Rodrigo me alertou para a chuva que estava se aproximando, assim achamos melhor colocarmos nossas capas antes que ela chegasse. Peguei meu modelito Patagon de capa de chuva que comprei em Punta Arenas, mas antes mesmo que eu vestisse ela já estava se rasgando pelo vento. A capa do Rodrigo, que ele trouxe do Brasil, ainda está inteira até hoje. Pedalei com metade da capa por mais alguns quilômetros e desisti porque não protegia mais nada e formava um pára-quedas diminuindo meu desempenho.
Este trecho da estrada é mesmo deserto, a única coisa que encontramos que poderia servir de abrigo foi uma estância chamada Sara a uns 30kms da aduana, no restante da estrada é puro deserto, e se precisasse colocar a barraca, sinceramente acho que o vento não permitiria. Assim pedalamos decididos por mais 50kms fazendo nesse dia nosso recorde de pedal, 82 km em apenas 2:50hs, uma média de 27km por hora. Nem eu mesma acredito!
Chegamos em Rio Grande, gelados e molhados, só pensava em um chuveiro quente pois já era nosso terceiro dia sem banho completo. Nos hospedamos na Hostelaria Argentina, praticamente no centro da cidade, um lugar tradicional de hospedagem de ciclistas. De cara encontramos dois brasileiros e um francês, mas isso é assunto para outro post.
Agora estamos a pouco mais de 210kms do nosso objetivo final e é o bastante por hoje.
Se pudesse descrever estes dias que pedalei para meu pai, seu Paulo, ele certamente diria: O Delícia! E não há outra coisa a dizer a não ser repetir, ÔÔÔÔ Delííííícia pedalar nesse vento!

Sinelma


Subindo ladeiras quiçá, Montanhas.

Para mim  pedalar é um prazer, é um exercício  descomprometido de grandes desempenhos e por isso subir não bem a minha paixão, mas tem lá os seus encantos e vou tentar descreve-los.

…Eis que me deparo com ela, ali na minha frente, um ladearão. O que fazer? Existem técnicas para subir, mas esta é a descrição de uma ciclista bem amadora que sempre usa a bicicleta para brincar, passear e se divertir. Vamos lá.

Quando já estou aquecida ou seja pedalando por algum tempo, é até mais fácil mas, normalmente quando me deparo com uma ladeira um pouco maior (com ou sem aquecimento) sempre tenho que me concentrar em alguns movimentos.

Tudo começa verificando a marcha que estou usando e programar  mentalmente as próximas trocas. Quase sempre começo com a coroa pequena na frente, que a gente chama de coroinha, e a catraca quatro atrás e vou baixando a medida que as pernas pedem.

Próximo passo e prestar atenção na respiração e deixá-la o mais sincronizada possível com o movimento dos pedais, além disso, procuro sempre fazer uma respiração bem abdominal, para tomar bastante ar e poder controlar os batimentos cardíacos.

Então vem a terceira parte, ficar atenta ao terreno  a sua frente.
Toda grande subida para mim exige bastante concentração. Vou prestando muita atenção nos meus músculos e tentando mentalmente relaxar e levar o máximo de oxigênio.

Depois que engrena as duas marchas de menor força ou seja a menor coroa  e a maior catraca a brincadeira de subir começa a ficar emocionante.
Então é minha força me empurrando morro acima. Primeiro vem a dor nas cochas, não é grande e suportando alguns minutos ela logo desaparece, então eu sinto suar a curva da perna, depois nos pés e nas mãos e então começa a pingar o suor na testa, que esta vindo também dos cabelos por baixo do capacete.

Se tudo isso chega acontecer é porque minha respiração esta controlada e eu sei que vou chegar no final. Mas não me iludo não, antes do final, ainda tenho sempre que vencer as ultimas pedaladas que exigirão um pouco mais ainda do meu corpo. É um exercício de paciência, pedalar muito e avançar pouco.

Depois então, quando finalmente alcanço o topo, a perna parece que “enfraquece” e eu penso seriamente em parar mas, respiro mais fundo e mais devagar. Troca a marcha da catraca, aumenta a velocidade… respira mais devagar…  troca mais uma marcha e alegria de vencer aparece!

Subir sempre acaba testando muito mais que minha capacidade física de concentração,  respiração e força. Subir revela meu potencial de lidar com a ansiedade e me torna mais paciente.

No site A Ciência do Cotidiano, Luciana explica bem direitinho a relação coroa e catraca.

Boas subidas para você!!

Sinelma

Foto Rodrigo Arnoud

Última subida antes de chegar em Ushuaia-AR / Foto Rodrigo Arnoud


Personas – Mirta, talento pra fazer fogo.

Foto Rodrigo Arnoud

Foto Rodrigo Arnoud

Nunca havia vista alguém fazer um fogo tão rápido quanto Mirta, junta uns gravetinhos, umas madeira, ascende um fósforo e pronto. Tá feito o fogaréu! E logo já vem o calor.
Não sei quantos anos ela tem, não me atrevi a perguntar.
Toca um camping e hospedagem no Lago de Las Torres.
Percebe-se de imediato uma tranqüilidade em seu jeito de tratar fazendo tudo parecer muito fácil e simples.
Conversamos um pouco e despertou uma vontade de conversar muito mais. Ainda bem que  ela nos convidou para tomar um chá em sua casa, porque na nossa barraca estava muito frio. Aceitamos de imediato e no final da tarde, fomos visita-la.
Durante o chá nos contou como começou a trabalhar com turismo, as dificuldades iniciais, a reforma da casa onde mora, as primeiras casinhas de camping, a cerca em volta do lago, o cuidado em fazer o banheiro do outro lado da carreteira (a uns 150 metros do lago) com a preocupação de não contaminar as águas.
É uma pioneira pois apesar de ser lindo o lugar onde vive, é praticamente isolado.
Trabalha todos os dias, quase não tira folga, pois seus dois filhos moram em uma cidade que fica cerca de 140kms e seu marido tem outro trabalho.
É mais uma pessoa que escolheu viver para tornar mais fácil a  vida de quem viaja e trabalha pela Carreteira Austral.
Hospedagem e Camping do Lago de Las Torres, mais um lugar que você deveria conhecer, além da visão de uma linda paisagem você pode encontrar, tranqüilidade, simplicidade e uma ótima oportunidade de serenar sua mente.

Sinelma


Personas – Salve Jorge!!

Jorge Alejandro
Em Mañihuales você tem o Jorge, ele trabalha com contabilidade.
E Jorge tem a Casa do Ciclista, onde quem viaja de bicicleta não precisa pagar hospedagem.
Ele é um otimista, um entusiasmado, um cara cheio de energia! Ciclismo na veia, ciclismo no coração ele diz! E vai de bicicleta para o trabalho com uma mochila nas costas.
Pois é, vocês querem saber como encontramos Jorge?
Estávamos saindo em direção a Coyaique, Rodrigo procurando um lugar para tomarmos café e eu na padaria comprando pão para fazer uns sanduíches para viagem. Então entrou um chileno e  foi logo dizendo. Vocês são ciclistas? Vamos para a minha casa, tem que conhecer a casa do ciclista. Vamos, vamos!!
Não é uma casa, é uma hospedagem, e é ótima! Uma das tipo classe A. em ficamos.  Tem 21 acomodações, todas com duas camas, dois banheiros para Dama e dois para Varones com chuveiros quentes, uma cozinha ainda improvisada mas que se pode usar – tem ate micro ondas, lavanderia – com maquina de lavar e secar e um pátio interno grande que ainda está por terminar.
Então lá ele nos contou que é ciclista desde muito tempo, mas agora casou, deixou a bicicleta de lado e vai dar mais atenção ao casamento. Legal né?
Mas como não quer se afastar do ciclismo,  construiu a  casa do ciclista em Mañihualis.
No livro de assinaturas que ele iniciou em novembro de 2009 já tem mais de 50 recados  e agora tem o nosso também.
É isso gente, Jorge e mais um que acredita que ser ciclista é ir muito mais além do que pedalar. Bicicleta é saúde, é preservar o planeta, é consumir menos, é simplificar a vida, é aproximar-se das pessoas.
Tudo bem se você não pedala e vem de carro,  também pode ficar aqui, os preços são mais baratos que as outras hospedagens e você pode ajuda-lo a manter esse espaço sempre aberto.
Foto do Rodrigo Arnoud

Foto do Rodrigo Arnoud

Em Mañihuales você vai encontrar  Jorge Alexandro, ele trabalha com contabilidade. E Jorge tem a Casa do Ciclista, onde quem viaja de bicicleta não precisa pagar hospedagem.

Ele é um otimista, um entusiasmado, um cara cheio de energia! Ciclismo na veia, ciclismo no coração ele diz! E vai de bicicleta para o trabalho com uma mochila nas costas.

Pois é, vocês querem saber como encontramos Jorge?

Estávamos saindo em direção a Coyaique, Rodrigo procurando um lugar para tomarmos café e eu na padaria comprando pão para fazer uns sanduíches para viagem. Então entrou um chileno e  foi logo dizendo. Vocês são ciclistas? Vamos para a minha casa, tem que conhecer a casa do ciclista. Vamos, vamos!!

Não é uma casa, é uma hospedagem, e é ótima! Uma das tipo classe A. em ficamos.  Tem 21 acomodações, todas com duas camas, dois banheiros para Dama e dois para Varones com chuveiros quentes, uma cozinha ainda improvisada mas que se pode usar – tem ate micro ondas, lavanderia – com maquina de lavar e secar e um pátio interno grande que ainda está por terminar.

Então lá ele nos contou que é ciclista desde muito tempo, mas agora casou, deixou a bicicleta de lado e vai dar mais atenção ao casamento. Legal né?

Mas como não quer se afastar do ciclismo,  construiu a  casa do ciclista em Mañihualis.

No livro de assinaturas que ele iniciou em novembro de 2009 já tem mais de 50 recados  e agora tem o nosso também.

É isso gente, Jorge e mais um que acredita que ser ciclista é ir muito mais além do que pedalar. Bicicleta é saúde, é preservar o planeta, é consumir menos, é simplificar a vida, é aproximar-se das pessoas.

Tudo bem se você não pedala e vem de carro,  também pode ficar aqui, os preços são mais baratos que as outras hospedagens e você pode ajuda-lo a manter esse espaço sempre aberto.


Gente da minha idade.

Foto de Rodrigo Arnoud

Foto de Rodrigo Arnoud

Tem dias que a gente só faz pensar bobagens.

Hoje foi um dia destes… o corpo mais descansado a mente estava nesse momento, bobagens… bobagens… e ai alguém me perguntou que historia é essa de blog? Pra que isso? Não é igual a escrever uma pagina ou um email e a pessoa lê. Esses nomes são só bobagens de quem não tem o que inventar e complicar.
E fui explicar que não é bem assim e nem é complicado…. um blog é interativo, as pessoas que estão lendo também podem comentar, concordar, discordar, sugerir, esclarecer, colocar um link de alguma coisa relacionada ao que se escreveu, dar dicas etc…
O argumento de volta que recebi é o mais comum: isso é para moço, não pra gente passada como nós. (é claro que não me acho passada, alias ainda nem me acho amassada). Mais alguns argumentos daqui e dali e eu acabamos a conversa. Mas fiquei me perguntando porque eu estou aqui incentivando vocês?
O que de bom esse conhecimento pode trazer? O que ele modifica? Vai fazer você ficar mais feliz? Um monte de perguntas iguais a esta foram passando… Na verdade eu fiquei o dia com esse pensamento recorrente sem acha alguma resposta que me deixasse satisfeita. Até que plim! A resposta apareceu. Aprender é crescer!
É isso! Quero que gente como essa que conversei, que de fato tem a mesma idade que eu, perceba que aprender uma coisa nova é crescer e nesse caso é até rejuvenescer (já que blog é coisa de moço).
Então, eu achei esse resposta bem bacana e resolvi compartilhar.  Agora mais que nunca quero ver muitos comentários dessa moçada da minha idade, vamos ultrapassar a fase do email e do orkut e vamos nos expressar comentando  blogs.  Esse e outros que aparecerem.
Como se faz? Clica em comentários. Deixe seu parecer e sinta-se mais ainda incluído digitalmente.
Meu povo, bem vindos a era do blog (ela já está quase passando… apressem-se).

Tem dias que a gente só faz pensar bobagens.

Hoje foi um dia destes… o corpo mais descansado a mente estava passeando por bobagens, bobagens e mais bobagens… e ai alguém me perguntou que historia é essa de blog? Pra que isso? Não é igual a escrever uma pagina ou um email e a pessoa lê. Esses nomes são só bobagens de quem não tem o que inventar e complicar.

E fui explicar que não é bem assim e nem é complicado…. um blog é interativo, as pessoas que estão lendo também podem comentar, concordar, discordar, sugerir, esclarecer, colocar um link de alguma coisa relacionada ao que se escreveu, dar dicas etc…

O argumento de volta que recebi é o mais comum: isso é para moço, não pra gente passada como nós  (é claro que não me acho passada, alias ainda não me acho nem amassada ). Mais alguns argumentos daqui e dali e eu trocamos a conversa para não entrar em discussão. Como diria Bruno, um amigo bahiano, ” pra não se pegá na palavra”.

Mas fiquei me perguntando porque eu estou aqui incentivando vocês? O que de bom esse conhecimento pode trazer? O que ele modifica? Vai fazer você ficar mais feliz?  Perguntas iguais a esta foram passando… Na verdade eu fiquei o dia com esse pensamento recorrente sem achar alguma resposta que me deixasse satisfeita. Até que plim! A resposta apareceu. Aprender é crescer!

É isso! Quero que gente como essa que conversei, que de fato tem a mesma idade que eu, perceba que aprender uma coisa nova é crescer e nesse caso é até rejuvenescer (já que blog é coisa de moço).

Então, eu achei essa resposta bem bacana e resolvi compartilhar.  Agora mais que nunca quero ver muitos comentários dessa moçada da minha idade. Vamos ultrapassar a fase do email e do orkut e vamos nos expressar comentando  blogs.  Esse e outros que aparecerem.

Como se faz? Quanto termina de ler o artigo, logo depois da foto, clica em comentários. Deixe seu parecer e sinta-se mais ainda incluído digitalmente.

Meu povo, bem vindos a era do blog !!
(ela já está quase passando… apressem-se).

Foto de Rodrigo Arnoud

Foto de Rodrigo Arnoud


Personas – Dona Eudália

Dona Eudalia

Foto de Rodrigo Arnoud

Na foto, amassando um pão para o nosso “desayuno” ou café da manhã.

Sete décadas, acredito, todas de luta. Filha de parteira, mulher de pescador, viuva, mãe de onze filhos. Nasceu em El Manzano, um recanto na Carreteira.

Nos recebeu em sua hostelaria como se recebe um grande amigo que não vemos a muito tempo. Parecia que nos conhecíamos a muitos anos.

Apareceu limpando as mãos e dizendo que estava acabando de cortar a lenha para o fogo.

Nas poucas horas que passamos juntas, falou da vida antes da Carreteira Austral ou Ruta 7 como também é conhecida. Disse que sua mãe e sua avó ensinaram a “aparar los niñitos”, mas não lembra de quantas crianças ela aparou.

Contou que muitas vezes foi acordada durante a madrugada para fazer um parto cruzou o mar à noite, muitas vezes com muito frio, por não haver outro caminho.

Essa e muitas outras historias nos ouvimos comendo uma sopa quentinha e um prato de Sopaipillas na mesa de jantar ao lado do fogão de lenha.

Hoje ela recebe em sua casa, agora uma hospedaria, os mais diversos tipos de viajantes. Os que tiram férias e escolhem passar o verão aquele povoado, os que estão a trabalho e necessitam de um banho e uma cama para continuar a lida do dia seguinte e os que, assim como nós, estão “de passagem” pela carreteira.

Quando nos falava de coisas do passado, algumas lágrimas saiam lentamente e deslizando disfarçadas, eram saudades dava para perceber. Mas nenhum instante queixou-se do que teve ou tinha, agradecia por ter saúde e poder continuar fazendo o que faz. 

Assim me pareceu Dona Eudália, uma mistura de força e delicadeza,  no modo como anda e como se dirige as pessoas. Um exemplo de ação, de quem está nesse mundo para servir e facilitar a vida de outros seres humanos.

Quem quiser conhecer isso de perto, pode chegar na Hostelaria Patagônia em El Manzano, na Carreteira Austral.


As motos da estrada

A Carretera Austral também atrai muitos motoqueiros, com suas enormes e poderosas máquinas. Parece que quase sempre participam de grupos de motoqueiros, viajam em grupos de 10 ou mais e sempre têm uma pick up de apoio. Mas há exceções: no barco para Chaitén hávia um grupo de 4 motos, cada um com um casal e também encontramos um suiço viajando em solitário. Este dois ultimos carregavam todo todo seu equipamento, sem carro de apoio. Normalmente as motos são BMW, que não usam corrente, mas também há muitas japonesas e todas são de 650 cilindradas ou mais. Independente do tipo de viagem ou de moto, todos os motoqueiros sempre nos comprimentam quando passam, pois como a viagem já é dificil para eles, sabem que é ainda mais dura para nós.


Outros Cicloviajantes

Até agora encontramos vários cicloturistas: Um casal de holandeses(Nora e Pitr), um grupo de chilenos, um casal de suíços, samuel(ingles) e michol(polones). A empatia é imediata quando nos encontramos e rapidamente já trocamos impressões sobre a estrada, a viagem e curiosidades sobre nossos paises. Fotos são feitas, endereços de email trocados, e muitos sorrisos oferecidos. Em termos de equipamento, os europeus formam um grupo à parte. Enquanto nós e os chilenos usamos MTBs com pneus com cravos grandes, eles usavam pneus relativamente finos, com cravos menores. Não sei por que fizeram esta escolha, mas um deles me disse que da próxima vez viriam com pneus mais agressivos. Além disso, não usam capacetes ou luvas.


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